segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Astrologia tibetana








Introdução

Tibetano Astrologia é uma ciência antiga concebido para proporcionar felicidade e saúde mental ea nível físico.

O principal objetivo da astrologia tibetana, como qualquer ciência moderna é compreender o cosmo, como funciona e como podemos nos beneficiar das forças que atuam nele e suas transições, para viver em harmonia com as constantes mudanças e alterações que fazem parte.


A interpretação de um mapa astrológico tradicional tibetana fornece informações sobre relacionamentos, trabalho, carreira, saúde, desenvolvimento de talentos, espirituais, etc É um guia indispensável para aprender sobre a nossa vida (passado, presente e futuro), permitindo-nos relacionar com eles a partir da sabedoria e não de ignorância. Como Ciência do Tempo, o básico das doutrinas astrológicas são baseadas em uma profunda compreensão das leis da causalidade: em outras palavras, o carma e os doze fatores interdependentes, os dois principais mecanismos de existência relativa.

O papel do astrólogo tibetano é principalmente para fornecer ferramentas que nos permitem fazer as circunstâncias mais favoráveis e fornecer recomendações sobre as acções necessárias para acompanhar e aplicar o antídoto para aliviar ou eliminar os obstáculos (geralmente sob a forma de orações e práticas budistas) que podem ser necessários.

A astrologia tibetana deve ser entendida como um meio e não um fim em si. Usando o conhecimento que nos dá um gráfico pode prevenir ou reduzir o sofrimento que poderia causar certos acontecimentos, e desenvolver plenamente as nossas capacidades e talentos. Observamos, também, os momentos positivos em nossas vidas para tentar beneficiar o maior número possível de seres, oferecendo conforto e felicidade aos que nos rodeiam.

Astrólogo motivação adequada é compaixão - qualidades sublimes - sem que se enquadram nos níveis de outras disciplinas comuns. O astrólogo tem o potencial de beneficiar os seres, na medida em que pode reduzir o sofrimento causado pela incerteza e da ignorância, levando-os para a felicidade. Da mesma forma, a motivação direito de consulta deve ser baseada no desejo de felicidade não só para si mas para todos os seres sencientes.

Breve História da Astrologia Tibetana
A astrologia tem influências tibetanas no sudeste da Ásia, da Pérsia, Grécia e Mongolia. Apesar de sua relação com diferentes culturas, tibetanos Astro-ciência tem suas raízes mais profundas na tradição religiosa Bon (principal religião do Tibet na antiguidade) e os sistemas astrológicos da Índia e da China, particularmente a tradição da Índia Shri Kalachakratantra. Estes últimos dois grandes ramos da Astrologia Tibetana (Índia e China) são, respectivamente, conhecido em tibetano como rtsis Skar ou "matemática das estrelas" e rtsis Byung-ou "a astrologia dos elementos."


Bon: A semente da astrologia tibetana
Todos nós queremos manter um estado serena e feliz da mente em nossa vida diária e evitar os obstáculos e circunstâncias adversas. Isto era verdade para o povo tibetano em épocas antigas e permanece até hoje. Quando infelizes acontecimentos ameaçam destruir sua paz de espírito (luto, doença, falhas no trabalho, etc) procurou um sentimento sutiã incapaz de lidar com a adversidade sozinha. Percebeu que as mais poderosas forças sobrenaturais estavam contidos nos quatro elementos básicos do universo, água, terra, fogo e ar e madeira, pedras, sol ea lua. Usaram-se para pedir ajuda a estas forças por sacrifícios de animais e orações. Tradição Bon tem muitas semelhanças com o Xamanismo, uma forma de prática espiritual muito popular em diferentes partes do mundo, incluindo a Ásia Central, na antiguidade. Os sábios da tradição Bon descobriu a relação entre os cinco elementos exteriores (madeira, fogo, água, terra e metal) e os quatro aspectos internos da condição humana: Sok (força vital), Lu (corpo físico), Wang-Thang (poder pessoal, finanças) e Pulmão-Ta (boa sorte sucesso). Acredita-se que cada um desses aspectos tem uma forte influência sobre a vida cotidiana de cada pessoa. Bon tribos também começou a usar o sistema de "Nine Mewas, um quadrado dividido em nove partes, marcados com números de 1 a 9, que representam a substância do mundo e os níveis de desenvolvimento espiritual. Mais tarde, os pensadores tibetanos desenvolveram um sistema de base astrológica baseada nos planetas e os doze animais, determinando as características e condições de cada ano, de acordo com suas combinações. Este antigo sistema foi transmitida de geração em geração e era muito popular especialmente em tribos nômades, que aplicou esse conhecimento para prever a mudança das estações e aplicá-lo nas suas culturas.

Fontes chinesas
China a astrologia é um dos dois grandes sistemas que compõem a astrologia tibetana. Jungsti conhecida como a "astrologia dos elementos" está relacionado com a programação, que inclui ciclos de sessenta anos e 12 anos, os cinco elementos da tradição chinesa, os doze animais, mágicos ou Mewas nove quadrados e oito Parkhead idêntico ao ba-guá ou trigramas do I Ching.

Os primeiros contatos do Tibete com séculos estudiosos chineses ocorreu entre V e VI, no final do reinado do rei trigésimo segundo do Tibete, Songtsen Namri. Quatro estudantes brilhantes foram enviados para a China para aprender elementos da astrologia e astronomia. Isto marcou um período em que o Tibete incorporou conhecimentos de países vizinhos como a Índia, Nepal, China e Grécia. Seu filho e sucessor, o grande Songtsen Gampo (617-650), tomou grande parte do desenvolvimento da cultura tibetana. Com o objetivo de reforçar as relações políticas e culturais com a China, o rei se casou com a filha do imperador Tai-tsung. Princesa Weng Cheng era versado em diferentes sistemas de conhecimento, incluindo o chinês astronomia, astrologia e medicina.

terça-feira, 20 de outubro de 2009





Zoroastrismo









O zoroastrismo, também chamado de masdeísmo, matismo ou parsismo, é uma religião monoteísta fundada na antiga Pérsia pelo profeta Zaratustra, a quem os gregos chamavam de Zoroastro. É considerada como a primeira manifestação de um monoteísmo ético. De acordo com os historiadores da religião, algumas das suas concepções religiosas, como a crença no paraíso, na ressurreição, no juízo final e na vinda de um messias, viriam a influenciar o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.
Tem seus fundamentos fixados no Avesta e admite a existência de duas divindades (dualismo), representando o Bem (Aúra-Masda) e o Mal (Arimã), de cuja luta venceria o Bem.
















O Faravahar (ou Ferohar), representação da alma humana antes do nascimento e depois da morte, é um dos símbolos do zoroastrismo.











História

A religião pré-zoroastriana


A religião do Irã antes do surgimento do zoroastrismo apresentava semelhanças com a da Índia Védica, dado que as populações que habitavam estes espaços descendiam de um mesmo povo, os arianos (ou indo-iranianos). Era uma religião politeísta, na qual o sacrifício dos animais e o consumo de uma bebida chamada haoma (em sânscrito: soma) desempenhavam nela um importante papel.
Os seres divinos enquadravam-se em duas classes, ambas de características positivas: os ahuras (em sânscrito: asuras; "senhores") e os daivas (em sânscrito: deivas; "deuses").





Zoroastro



Zoroastro viveu na Ásia Central, num território que compreendia o que é hoje a parte oriental do Irã e a região ocidental do Afeganistão. Não existe um consenso em torno do período em que viveu; os académicos têm situado a sua vida entre 1750 e 1000 a.C.. Sobre a sua vida existem poucos dados precisos, sendo as lacunas preenchidas por lendas.
De acordo com os relatos tradicionais zoroastrianos, Zoroastro viveu no século VI a.C., pertecendo ao clã Spitama, sendo filho de Pourushaspa e de Dugdhova. Era o sacerdote do culto dedicado a um determinado ahura. Foi casado duas vezes e teve vários filhos. Faleceu aos setenta e sete anos assassinado por um sacerdote.
Aos trinta anos, enquanto participava num ritual de purificação num rio, Zaratustra viu um ser de luz que se apresentou como sendo Vohu Manah ("Bom Pensamento") e que o conduziu até à presença de Ahura Mazda (Deus) e de outros cinco seres luminosos, os Amesha Spentas, sendo este o primeiro de uma série de encontros com Ahura Mazda, que lhe revelou a sua mensagem.
As autoridades civis e religiosas opunham-se às doutrinas de Zoroastro. Após doze anos de pregação Zoroastro abandonou a sua região natal e fixou-se na corte do rei Vishtaspa na Báctria (região que se encontra no atual Afeganistão). Este rei e sua esposa, a rainha Hutosa, converteram-se à doutrina de Zoroastro e o zoroastrismo foi declarado como religião oficial do reino.
O principal documento que nos permite conhecer a vida e o pensamento religioso de Zoroastro são os Gathas, dezessete hinos compostos pelo próprio Zoroastro e que constituem a parte mais importante do Avesta ou livro sagrado do zoroastrismo. A linguagem dos Gathas assemelha-se à que é usada no Rig Veda, o que situaria Zoroastro entre 1500-1200 a.C. e não no século VI a.C. Vivia na Idade do Bronze, numa sociedade dominada por uma aristocracia guerreira.
Para alguns investigadores, muito mais do que o fundador de uma nova religião, Zoroastro foi antes um reformador das práticas religiosas indo-iranianas. Ele propôs uma mudança no panteão dominante que ia no sentido do monoteísmo e do dualismo. Na perspectiva de Zoroastro, os ahuras passam a ser vistos como seres que escolheram o bem e os daivas o mal. Na Índia, o percurso seria inverso, com os ahuras a representarem o mal e os daevas o bem.
Zoroastro elevaria Ahura Mazda ("Senhor Sábio") ao estatuto de divindade suprema, criadora do mundo e única digna de adoração.
Outro conceito religioso por si apresentado foi o dos Amesha Spentas ("Imortais Sagrados"), que podem ser descritos como emanações ou aspectos de Ahura Mazda. Nos Gathas os Amesha Spentas são apresentados de uma forma bastante abstracta; séculos depois eles serão transformados e elevados ao estatuto de divindades. Cada Amesha Spenta foi associado a um aspecto da criação divina.



Os Amesha Spentas são:




Vohu Manah ("Bom Pensamento"): os animais;
Asha Vahishta ("Verdade Perfeita"): o fogo;
Spenta Ameraiti - ("Devoção Benfeitora"): a terra;
Khashathra Vairya - ("Governo Desejável"): o céu e os metais;
Hauravatat ("Plenitude"): a água;
Ameretat ("Imortalidade"): as plantas.



Os Gathas revelam também um pensamento dualista, sobretudo no plano ético, entendido como uma livre escolha entre o bem e o mal. Posteriormente, o dualismo torna-se cosmológico, entendido como uma batalha no mundo entre forças benignas e forças maléficas.
Atualmente os zoroastrianos dividem-se entre o dualismo ético ou o dualismo cosmológico, existindo também outros que aceitam os dois conceitos. Alguns acreditam que Ahura Mazda tem um inimigo chamado Angra Mainyu (ou Ahriman), responsável pela doença, pelos desastres naturais, pela morte e por tudo quanto é negativo. Angra Mainyu não deve ser visto como um deus; ele é antes uma energia negativa que se opõe à energia positiva de Ahura Mazda, tentando destruir tudo o que de bom foi feito por ele (a energia positiva de Deus é chamada de Spenta Mainyu). No final Angra Mainyu será destruído e o bem triunfará. Outros zoroastrianos encaram o dualismo no plano interno de cada pessoa, como a escolha que cada um deve fazer entre o bem e o mal, entre uma mentalidade progressista e uma mentalidade retardatária.
Os zoroastrianos acreditam que Zoroastro é um profeta de Deus, mas este não é alvo de particular veneração. Eles acreditam que através dos seus ensinamentos os seres humanos podem aproximar-se de Deus e da ordem natural marcada pelo bem e justiça (asha).



A época aqueménida:


Entre a morte de Zaratustra e a ascensão do Império Aqueménida no século VI a.C. pouco se sabe sobre o zoroastrismo, a não ser que se difundiu por todo o planalto iraniano.
Em 549 a.C. Ciro II derrota Astíages, rei dos Medos, e funda o Império Persa, que unia sob o mesmo ceptro os Medos e os Persas. A dinastia à qual pertencia, os Aqueménidas, adoptará o zoroastrismo como religião oficial do império, mas será tolerante em relação às religiões dos povos que nele vivem. Foi o rei Ciro II (dito O Grande) que libertou os Judeus do seu cativeiro e permitiu o regresso destes à Palestina. Provavelmente o primeiro rei persa que reconheceu oficialmente esta religião foi Dario I, como mostra uma placa de ouro na qual o rei se proclama devoto de Ahura Mazda.
Dario teve que combater um usurpador chamado Gautama, que se fazia passar por um filho de Ciro. Gautama ordenou a destruição de santuários pagãos que seriam restaurados por Dario. Por causa deste comportamento atribui-se por vezes a Gautama a adopção do zoroastrismo.
Os Medos possuíam uma casta ou tribo sacerdotal, conhecida como os Magi, que adoptaram a religião de Zaratustra, não sem introduzir alterações na mensagem original e incorporando antigas concepções religiosas. Os Magi seriam a classe sacerdotal dos três grandes impérios persas. Casavam dentro do seu grupo e expunham os corpos dos mortos às aves de rapina, duas práticas que viriam a ser adoptadas pelos zoroastrianos. Os sacerdotes recuperam os antigos sacrifícios e o uso do haoma. Os Amesha Spentas, inicialmente abstractos no pensamento de Zaratustra, foram personalizados e antigas divindades passaram a ser adoradas. Entre essas divindades (yazatas) estavam o Sol, a Lua, Tishtrya (deus da chuva), Vayu (o vento), Anahita (deusa das águas) e Mitra.
Foram também erigidos grandes templos e altares de fogo ao ar livre. Artaxerxes II (404-358 a.C.) chegou mesmo a ordenar a construção de templos em honra de Anahita nas principais cidades do império. Durante este período foi também criado o calendário zoroastriano e desenvolveu-se o conceito do Saoshyant, segundo o qual um descendente de Zarastustra, nascido de uma virgem, viria para salvar o mundo.



A época arsácida e sassânida



Com a conquista da Pérsia por Alexandre Magno, em 330 a.C., o zoroastrismo sofreu um duro golpe, tendo a classe sacerdotal sido dizimada e muitos templos destruídos. O incêndio da capital do império, Persépolis, provocaria o desaparecimento de textos da religião conservados na biblioteca da cidade.
Durante o governo dos Selêucidas o zoroastrismo foi respeitado e geraram-se sincretismos entre este e a religião grega (por exemplo, ocorreu uma associação de Zeus a Ahura Mazda). Mas um verdadeiro renascimento do zoroastrismo só começa durante a dinastia dos Partos Arsácidas no século III a.C.. Nesta fase foi compilado o Vendidad, uma parte do Avesta que recolhe textos relacionados com medicina e rituais de pureza.
No período da dinastia Sassânida (224 a.C. - 651 d.C.) o zoroastrismo foi completamente restaurado graças à intervenção de Kartir e de Tansar. O zoroastrismo tornou-se a religião mais comum entre as massas, sendo praticado numa vasta área que ia do Médio Oriente às portas da China. Nesta época assistiu-se à formação de uma verdadeira "Igreja" zoroastriana centrada na Pérsia, foram banidas da prática religiosa as imagens, criou-se o alfabeto avestano e novos textos passam a integrar o Avesta, tais como o Bundahishn e o Denkard. Ao contrário do período Aqueménida, este período ficou marcado pela intolerância em relação a outras religiões, tendo sido promovidas perseguições aos judeus e cristãos. O clero zoroastriano detinha um grande poder e assegurava que cada novo monarca fosse zoroastriano; pesados tributos recaíam sobre a população como forma de sustentar a forma de vida do clero.



A chegada do islão













Apesar da conversão da Pérsia ao Islão após a conquista dos árabes no século VII, o zoroastrismo sobreviveu em algumas comunidades persas, agrupadas nas cidades de Yazd e Kerman. Os muçulmanos consideraram os zoroastrianos como dhimmis, ou seja, praticantes do monoteísmo (à semelhança dos judeus e dos cristãos) e como tal foram sujeitos a pesados tributos cujo objectivo era estimular a conversão ao Islão.
No século X um grupo de zoroastrianos deixou a Pérsia e fixou-se na Índia, na região do Gujarate. Aqui estabeleceram um comunidade local que recebeu o nome de "Parsi" ("Persas" na língua gujarate) e que permanece naquele território até aos nossos dias. Esta comunidade zoroastriana foi influênciada pelos tradições locais e as suas particularidades levam a que se fale em Parsismo. Até 1477 os Parsis não mantiveram contacto com os zoroastrianos que permaneceram no Irão. Nesse ano restabeleceu-se o contacto sob a forma de troca de correspondência que durou até 1768.
No século XIX a conquista da Índia pelos britânicos levaria a um confronto entre os valores tradicionais dos parses e os valores religiosos e culturais do Ocidente. John Wilson, um missionário cristão da Escócia, atacou a religião dos Parses, alegando que o dualismo presente era contrário ao verdadeiro espírito monoteísta. Martin Haug, um filólogo alemão, que viveu e ensinou em Puna durante a década de 60 do século XIX, concluiu que apenas os Gathas eram as palavras originais do profeta Zaratustra. Estes acontecimentos propiciaram o início de um movimento de reforma religiosa, que divide a comunidade zoroastriana entre aqueles que pretendem um regresso a concepções que entendem como mais puras e próximas da mensagem inicial, rejeitando o excessivo ritualismo, e os tradicionalistas.












Doutrinas e crenças






Os masdeístas não representam seus deuses em esculturas e não têm templos.
Deixou traços nas principais religiões mundiais como o judaísmo, cristianismo e islamismo através das seguintes crenças:
Imortalidade da alma
Vinda de um Messias
Ressurreição dos mortos
Juízo final
A doutrina de Zaratustra foi espalhada oralmente e suas reformas não podem ser entendidas fora de seu contexto social. O indivíduo pode receber recompensas divinas se lutar contra o mal em seu cotidiano, como pode também ser punido após a morte caso escolha o lado do mal. Os mortos são considerados impuros, então não são enterrados, pois consideram a terra, o fogo e a água sagrados, eles os deixam em torres para serem devorados por aves de rapina.













Textos religiosos






O principal texto religioso do zoroastrismo é o Avesta. Julga-se que a actual forma do Avesta corresponde a apenas uma parte de Avesta original, que teria sido destruído em resultado da invasão de Alexandre o Grande.
O Avesta divide-se em várias secções, das quais a principal é o Yasna ("Sacríficios"). O Yasna inclui os Gathas, hinos que se julga terem sido compostos pelo próprio Zaratustra. O Vispered é essencialmente um complemento do Yasna. O Vendidad é a secção que contém as regras de pureza da religião, podendo ser comparado ao Levítico da Bíblia. Os Yashts são hinos dedicados às divindades.
Para além do Avesta existem os textos em palavi, escritos na sua maior parte no século IX.








Escatologia individual





A escatologia individual do zoroastrismo afirma que três dias após a morte a alma chega à Ponte Cinvat. A alma de cada pessoa percepciona então a materialização dos seus actos (daena): uma alma que praticou boas acções vê uma bela virgem de quinze anos, enquanto que a alma de uma pessoa má vê uma megera.
Cada alma será julgada pelos deuses Mithra, Sraosha e Rashnu. As almas boas poderão atravessar a ponte, enquanto que as más serão lançadas para o inferno; as almas que praticaram uma quantidade idêntica de boas e más acções são enviadas para o Hamestagan, uma espécie de purgatório.
As almas elevam-se ao céu através de três etapas, as estrelas, a Lua e o Sol, que correspondem, respectivamente, aos bons pensamentos, boas palavras e boas acções. O destino final é o Anagra Raosha, o reino das luzes infinitas.



Sacerdócio



Existem três graus de sacerdócio no zoroastrismo contemporâneo. O sacerdócio tende a ser hereditário, embora não seja obrigatório que o filho de um sacerdote venha a seguir a profissão do pai.
Os sacerdotes de grau inferior recebem o nome de ervad, neste grau inicial é preciso conhecer de cor as escrituras do zoroastrismo, bem como a lei; desempenham apenas uma função de assistente nas cerimónias mais importantes da religião. Acima de si encontra-se o mobed e por sua vez acima deste o dastur, que é responsável pela administração de um ou vários templos, por vezes comparado ao bispo do cristianismo.





Locais de culto:





Os templos religiosos do zoroastrismo, onde se desenrolam as cerimónias e se celebram os festivais próprios da religião, são conhecidos como templos de fogo.
Estes edifícios possuem duas partes principais. A mais importante é a câmara onde se conserva o fogo sagrado, que arde numa pira metálica colocada sobre uma plataforma de pedra. Os sacerdotes zoroastrianos visitam o fogo cinco vezes por dia e procuram mantê-lo aceso, fazendo oferendas sândalo purificado. Recitam também orações perante o fogo com a boca tapada por um tecido, de modo a não contaminarem o fogo. Este respeito pelo fogo sagrado levou a que os zoroastrianos fossem chamados de "adoradores de fogo", o que constitui um erro, na medida em que o fogo não é adorado em si, mas como um símbolo da sabedoria e luz divina de Ahura Mazda. Os templos de fogo mais importantes do Irão e da Índia mantêm uma chama de fogo sagrado a arder perpetuamente.





Rituais





O zoroastrismo não determina que os membros devam realizar um número obrigatório de orações por dia. Os zoroastrianos podem decidir quando e onde desejam orar. A maioria dos zoroastrianos reza várias vezes por dia, invocando a grandeza de Ahura Mazda. As orações são feitas perante uma chama de fogo.
O Navjote (ou Sedreh-Pushi como é conhecido entre os zoroastrianos do Irão) é uma cerimónia de iniciação obrigatória destinada às crianças zoroastrianas que deve acontecer entre os sete e os quinze anos de idade. É importante que a criança já conheça as principais orações da religião.
Antes da cerimónia começar a criança toma uma banho ritual de purificação (Naahn). Durante a cerimónia, conduzida pelo mobed e na qual estão presentes familiares e amigos, a criança recebe o sudreh (ou sedra, uma veste branca de algodão) e o kusti (um cordão feito de lã) que ata na sua cintura. A partir deste momento o zoroastriano deve usar sempre o sudreh e o kusti.
O casamento zoroastriano implica dois momentos distintos. No primeiro os noivos e os seus padrinhos assinam o contrato de casamento. Segue-se a cerimónia propriamente dita durante a qual as mulheres da família colocam sobre a cabeça dos noivos um lenço; simultaneamente dois cones de açúcar são esfregados um contra o outro. O lenço é então cosido, simbolizando a união do casal. As festas do casamento podem prolongar-se entre os três e os sete dias.








Práticas funerárias





Os zoroastrianos acreditam que o corpo humano é puro e não algo que deva ser rejeitado. Quando uma pessoa morre o seu espírito deixa o corpo num prazo de três dias e o seu cadáver é impuro. Uma vez que a natureza é uma criação divina marcada pela pureza não se deve polui-la com um cadáver.
Na prática esta crença implicou que os cadáveres dos zoroastrianos não fossem enterrados, mas colocados ao ar livre para serem devorados por aves de rapina, em estruturas conhecidas como Torres do silêncio (dokhma)
Após a morte um cão é trazido perante o cadáver, num ritual que se repete cinco vezes por dia. No quarto onde se encontra o cadáver arde uma pira de fogo ou velas durante três dias. Durante este tempo os vivos evitam o consumo de carne.
Os participantes no funeral vestem-se todos de branco, procurando-se evitar o contacto directo com o defunto. O cadáver (sem roupa) é então depositado numa torre do silêncio. Depois das aves terem consumido a carne, os ossos são deixados ao sol durante algum tempo para secarem.
Por motivos vários (relacionados por exemplo com a diminuição da população de aves de rapina ou com a ilegalidade desta tradição em alguns países) esta prática tem sido abandonada zoroastrianos residentes em países ocidentais e até mesmo no Irão e Índia, optando-se pela cremação.

Festas

As comunidades zoroastrianas actuais regem-se por três calendários diferentes:
o Fasli (usado pelos Zoroastrianos Iranianos e alguns Parses);
o Shahanshahi (usado pela maioria dos Parses); e
o Qadimi (este último o menos utilizado de todos).
O que significa que as festas religiosas podem ser celebradas em diferentes dias, nestes calendários cada mês e cada dia do mês recebe o nome de um Amesha Spenta ou de um Yazata. Os zoroastrianos celebram seis festivais ao longo do ano - os Gahambars - cujas origens se encontram nas diferentes actividades agrícolas dos antigos povos do planalto iraniano e nas estações do ano.
O Noruz é o Ano Novo Persa, celebrado no dia 21 de Março no calendário Fasli (os parses celebram o Noruz em meados de Agosto). Por volta deste dia os zoroastrianos colocam nas suas casas uma mesa com sete itens: um vaso com rebentos de lentilhas ou de trigo, um pudim, vinagre, maças, alho, pó de sumagre, frutos da árvore jujube; outros elementos que enfeitam a mesa são moedas, o Avesta, um espelho, flores e uma imagem de Zaratustra. O Noruz é celebrado com o uso de roupas novas, com o consumo de pratos especiais, com a troca de presentes e com a celebração de cerimónias religiosas. O fogo tem nele um significado especial. Seis dias depois do Noruz os zoroastrianos festejam o nascimento de Zaratustra.

O zoroastrismo hoje

A comunidade zoroastriana existente no mundo contemporâneo pode ser dividida em dois grandes grupos: os Parses e os zoroastrianos iranianos. Para além destes existem também ocidentais convertidos à religião. Segundo estimativas de 2004 o número de zoroastrianos era de 124 mil pessoas.
Na Índia os Parses são reconhecidos pelas suas contribuições à sociedade no domínio económico, educativo e caritativo. Muitos vivem em Mumbai (Bombaim) e têm tendência para praticar a endogamia, desencorajando o proselitismo religioso. Vêem a sua fé como étnica.
Em geral os zoroastrianos iranianos mostram-se mais abertos a aceitar conversões. Concentram-se nas cidades de Teerão, Yazd e Kerman. Falam uma variante da língua persa, o Dari (diferente do Dari falado no Afeganistão). Receberam o nome de gabars, termo inicialmente com conotações pejorativas (no sentido de "infiel"), mas que perdeu muito da sua carga negativa.
Uma diáspora zoroastriana pode ser encontrada em países como o Reino Unido, Canadá (6 mil pessoas), Estados Unidos (11 mil pessoas) e Austrália (2700 pessoas) e nos países do Golfo Pérsico (2200 pessoas).
A UNESCO declarou o ano de 2003 como ano de celebração dos 3000 anos da religião e cultura zoroastriana, numa iniciativa proposta pelo governo do Tadjiquistão.


domingo, 6 de setembro de 2009

REIKI




Reiki é uma forma de terapia baseada na canalização da energia universal (ki) através da imposição de mãos com o objetivo de reestabelecer o equilíbrio energético vital de quem a recebe e, assim, restaurar o estado de equilíbrio natural; podendo eliminar doenças e promover saúde.
Apesar de determinados relatos, não é reconhecida pela medicina pela ausência de evidências científicas de sua eficácia. Mas é reconhecido como terapia alternativa complementar pela OMS. Há diversos estudos sendo realizados sobre a real eficácia desta prática, vários podem ser encontrados no site Pubmed, mas por falhas de metodologia não são considerados como comprovação científica dos resultados do Reiki.



Os kanji rei e ki significam "espírito" e "energia"; desse modo, reiki pode ser traduzido como "energia espiritual".
História:


A sua prática constitui-se numa antiga arte budista de canalizar a energia universal pela imposição das mãos, redescoberta no Japão no início do século XX pelo Dr. Mikao Usui, e introduzida nos Estados Unidos da América por volta de 1940 pela Sra. Hawayo Takata, uma americana de origem japonesa.
Hoje, entretanto, devido as recentes descobertas do senhor Franck Arjava Petter, sabe-se muito mais a respeito do Reiki e que ajudou a redescobrir a linhagem mais próxima de Usui Sensei, através de uma aluna de Hayashi Sensei, a senhora Chiyoko Yamaguchi, criadora do Jinkiden Reiki Kenkiukay, ou Método Direto de Ensino de Reiki.
Como o conhecemos hoje, o Reiki é uma terapia holística natural que preconiza que, através da imposição de mãos do Terapeuta Reiki, irradiam-se as vibrações de harmonia da energia vital do Universo (Rei) para restabelecer o equilíbrio da energia vital (Ki) de quem o recebe, podendo refletir assim nas zonas doentes do corpo de um paciente.




Teorias e práticas:


Algumas escolas ensinam que o Reiki entra nos seus praticantes através do sétimo chakra (a Coroa), preenche o sistema energético sutil do praticante, e após ser transubstanciada no chakra Cardíaco, flui através das suas mãos para o corpo de quem recebe.
Outras escolas ensinam que a energia entra através do primeiro chakra (raiz), preenche a aura, torna-se centrada no quarto chakra (coração) e flui através das mãos do praticante.
A maioria das escolas ensina que a energia Reiki é uma energia "inteligente", que "sabe o que fazer", ou "onde é necessária". Também afirmam que, por outro lado, se quem recebe não estiver aberto ao tratamento, modificando suas emoções, pensamentos e atos nocivos, a energia não terá efeito duradouro no organismo, persistindo o desequilíbrio energético e, por conseqüência direta, a enfermidade.

Meridianos.
O "tratamento" é tradicionalmente efetuado ao impor-se as mãos. O praticante pede a quem recebe para se deitar e relaxar. Então, o praticante atua como um canal para a energia Reiki, teoricamente deixando a energia ser canalizada através das suas mãos até onde quem recebe mais precisa. Normalmente o praticantes aplica as suas mãos em vários locais do corpo de quem recebe Reiki.
Alguns praticantes tocam no corpo ou mantêm as mãos próximas do local a ser tratado. Alguns pacientes relatam sentir várias sensações subjectivas e objectivas: calor, frio, pressão, sonolência, vibrações, etc.
Os praticantes de Reiki atribuem estas sensações à energia Reiki chegando ao corpo e à aura de quem a recebe e a reparar as suas deficiencias energéticas, reparando e abrindo os seus canais energéticos (meridianos), removendo bloqueios, etc..
Outros pacientes relatam sentir muito pouca ou nenhuma alteração.
Na verdade, o Reiki ainda não foi explicado pelo homem. É algo divino.
Os cinco princípios do Reiki:
O que é considerado como principos do Reiki, na verdade para os japoneses e antigos praticantes do Reiki é um Kotodama, ou conjunto de preceitos que devem ser repetidos pela manhã e pela noite por possuir uma alma e por isso possuir energias curativas.
São eles:
Apenas hoje:
Liberte-se da raiva
Liberte-se da preocupação
Seja Grato
Cumpra seus deveres
Seja gentil com todos os seres.
Para Usui Sensei, estes ensinamentos deveriam ser tratados como mantras e por isso sempre recitados para que se possa alcançar paz e iluminação.
O Reiki enquanto terapia:
O Reiki é considerado complementar a qualquer tratamento convencional. Apenas influenciaria a forma como o corpo gera as suas próprias reservas de energia, ajudando-o a compensar-se e equilibrar-se. Ao equilibrar-se, o corpo garantiria o processo da auto-cura mais efetivamente, prolongando assim a longevidade. Muitos atribuem a grande longevidade dos anciões da China e do Japão à manipulação do Chi, apesar desse fenômeno poder ser explicado por outros fatores genéticos e ambientais. Acredita-se que o reiki teria efeito mais profundo se o praticante emanar amor naquilo que faz.
O Reiki tem se difundido pouco entre os diversos profissionais da área da saúde. Defensores da prática defendem a disseminação do seu uso em instituições de saúde apesar de ele ser, obviamente, recusado. Pois convém não esquecer que o Reiki é uma medicina alternativa, o que como o nome indica, significa que se baseia na pseudo-ciencia. Não pode ser provado nada do que o reiki afirma, pelo que se aconselha aqueles que o querem experimentar, a serem racionais e nunca prescindirem dos tratamentos médicos convencionais sujeitos a provas e baseado no método científico de experimentação e verificação.
LINHAGEM:
Mikao Usui ,Chujiro Hayashi, Hawayo Takata, Beth Gray, Collen Kennard, Cheryl Coleman, Carla Gifford, Rosy Naor, Sandra Ramos, Ana Eugénio, Rodrigo Belard. Hugo Santos.

quarta-feira, 10 de junho de 2009


ABANDONANDO O PASSADO

Reúna coragem, pois a jornada já começou. Mesmo se você voltar, não irá encontrar a mesma praia outra vez. Mesmo se você voltar, os velhos brinquedos não o ajudarão em nada, você já não tem o que fazer com eles, pois saberá que são brinquedos. Agora aquilo que é real deve ser encontrado, deve ser pesquisado. E não está muito longe: está dentro de você.
Um homem que vive de acordo com o passado certamente irá encontrar tédio, falta de sentido e uma espécie de angústia: "O que estou fazendo aqui? Por que continuo a viver? O que há no amanhã? Outra repetição do dia de hoje? E tudo que houve hoje foi uma repetição de ontem." Então qual é o sentido? Por que ficar se arrastando do berço até a sepultura, cumprindo a mesma rotina?Isso pode ser bom para búfalos ou asnos, porque eles não têm uma memória do passado, não têm qualquer idéia sobre o futuro. Eles não ficam entediados, porque é necessário uma certa consciência para que haja tédio. Essa consciência percebe que você já fez isso antes, que está fazendo de novo e que o fará mais uma vez amanhã, porque você não sai do passado, não deixa que ele morra, você o mantém vivo. Esse é o dilema que todos encontram na vida e a única solução é deixar o passado morrer.Há uma linda história na vida de Jesus. Ele chegou a um lago, cedo pela manhã, antes que o sol nascesse. Um pescador ia jogar sua rede no lago, quando Jesus colocou sua mão no ombro do pescador e disse: "Durante quanto tempo você vai fazer essa mesma coisa, todos os dias - manhã, tarde e noite - apenas pescar? Você acha que isso é tudo que há na vida?."O pescador disse: "Nunca havia pensado nisso,mas, como você fez a pergunta, entendo o que você diz, deve haver algo mais na vida."Jesus então disse: "Se vier comigo, lhe ensinarei como pescar homens, em vez de pescar peixes." O homem olhou nos olhos de Jesus. Havia tanta profundidade, tanta sinceridade, tanto amor que não era possível duvidar daquele homem, havia um silêncio tão grande a seu redor que não era possível dizer não para ele. O pescador atirou sua rede na água e seguiu Jesus.Quando eles estavam prestes a deixar a cidade, um homem veio correndo e disse ao pescador: "Seu pai, que estava doente há dias, morreu. Volte para casa!"O pescador perguntou a Jesus: "Dê-me apenas três dias, para que eu possa cumprir os últimos rituais que um filho deve desempenhar quando seu pai morre."Jesus respondeu ao pescador - e essa é a frase da qual gostaria que vocês se lembrassem: "Deixe que os mortos enterrem os mortos, você vem comigo."O que ele quis dizer? "Toda a cidade está repleta de pessoas mortas. Elas irão lidar com o corpo de seu pai. Você não é necessário, você vem comigo."A cada momento algo está morrendo. Não seja um colecionador de antiguidades: deixe para trás tudo aquilo que está morto. Continue com sua vida, com sua plenitude e intensidade, e nunca irá se defrontar com nenhum dilema, nenhum problema.
OSHO
HOJE, NÃO ME PREOCUPO

quarta-feira, 13 de maio de 2009

"Sou um homem pacífico; Deus sabe o quanto amo a paz. Porém espero jamais ser tão covarde que confunda opressão com paz."
( Kossuth )
Quando não há compaixão
Ou mesmo um gesto de ajuda
O que pensar da vida
E daqueles que sabemos que amamos ?
Quem pensa por si mesmo é livre
E ser livre é coisa muito séria
Não se pode fechar os olhos
Não se pode olhar pra trás
Sem se aprender alguma coisa pro futuro
Corri pro esconderijo
Olhei pela janela
O sol é um só
Mas quem sabe são duas manhãs
Quero ser prudente
E sempre ser correto
Quero ser constante
E sempre tentar ser sincero
Nada é fácil
Nada é certo
Não façamos do amor
Algo desonesto

domingo, 10 de maio de 2009

लोल नो ऐ पारा तोडोस मास जा अगोरा फीका पारा टी बेबे! ऐडा होजे एस्टु अ एस्पेरा दकुएले तोकुए... लोल पोर इस्सो जा सबस कुंदों कुइसेरेस...

quarta-feira, 6 de maio de 2009


A Bíblia nos ensina a amar o próximo e também a amar nossos inimigos provavelmente porque eles são, em geral, as mesmas pessoas."
( Mark Twain )